Reciclagem de flakes de BOPET com extrusora de dupla rosca
Manter a queda da IV (viscosidade intrínseca) a menor possível é um desafio na reciclagem de PET. A hidrólise e a degradação térmica são os maiores riscos no processamento do PET. Saber minimizar esses dois efeitos negativos é o know-how decisivo da reciclagem de PET.
Tradicionalmente, as matérias-primas de PET precisam ser pré-secas antes do processamento para remover a umidade, um processo que consome muita energia e tempo.
Nossa solução usa uma extrusora de dupla rosca de alto torque para extrudar com menor cisalhamento e temperatura mais baixa, minimizando os efeitos negativos da hidrólise e da degradação térmica. Um sistema de vácuo de projeto especial ajuda a remover a umidade e os compostos de baixa massa molar. Com isso, os grânulos finais têm qualidade superior com menor consumo de energia.
O cerne desse know-how é a combinação entre o perfil da rosca e o sistema de vácuo. À medida que a rosca empurra o material para a frente, ele não pode estar totalmente fundido ao passar pela zona de vácuo. Se estiver 100% fundido, a hidrólise já terá ocorrido. Embora essa reação de hidrólise seja reversível sob vácuo, o tempo de exposição durante a extrusão é curto demais para que a reversão aconteça. Por isso, a umidade precisa ser removida antes que o material funda.
Outro inimigo é a degradação térmica. Usar o máximo possível de energia mecânica, em vez de aquecimento elétrico, para levar o PET do estado sólido ao fundido é a melhor forma de evitar a degradação térmica. É por isso que usamos uma extrusora de dupla rosca de alto torque, capaz de processar o PET a temperaturas mais baixas que uma extrusora de dupla rosca comum.
Outra vantagem de reciclar com extrusora de dupla rosca é a possibilidade de adicionar, durante o processo, todo tipo de aditivo funcional, como cor, agente anti-UV e extensor de cadeia, o chamado compounding em linha.
Para saber mais sobre o processamento de PET, fale conosco.





